3RHsec: Tecnologia, Inovação e Solução em SST e Meio Ambiente

PREMISSAS TÉCNICAS PARA CALIBRAÇÃO DE CABINE AUDIOMÉTRICA


Considerando que o ruído pode interferir nos resultados de um exame audiológico. Considerando que o ambiente em que os testes audiométricos são realizados deve ter o nível de ruído controlado. Todo procedimento audiométrico deve ser realizado dentro de ambiente tratado acusticamente (cabina audiométrica) a fim de que os procedimentos audiométricos sejam realizados em ambiente silencioso, garantindo, a qualidade do exame

O ambiente para realização de exames audiométricos devem atender os níveis máximos de ruído estabelecidos pela Norma ISO 8253-1 (Tabela 1, Anexo 1) como referência para os níveis de ruído ambiental permitidos na cabina/sala onde é realizado o exame.

Então, conforme as solicitações devem ser realizadas medições no local de instalação das cabines audiométricas levando em consideração os ruídos externos de maior valor e a atenuação propiciada pela cabine audiométrica utilizando-se de medidor analisador tipo 1 com capacidade de medição em 1/3 de oitavas a partir de 12 dB Lin:


a) Medições na sala com a presença de fontes externas como ar-condicionado e ventilação, e ruído de áreas adjacentes em três amostras de (Leq.60s) com a obtenção do L99, L90, L50, L10, L5 e Lmax.

b) Medição no interior da cabine com porta aberta em três amostras de (Leq.60s) com a obtenção do L99, L90, L50, L10, L5 e Lmax.

c) Interior da cabine com porta fechada em três amostras de (Leq.60s) com a obtenção do L99, L90, L50, L10, L5 e Lmax.


As medições do Leq e funções Ln(s) devem ser em níveis globais e em 1/3 de oitavas para atender as boas práticas de acústica de salas.

Os ensaios e testes realizados são específicos e procuraram retratar a realidade do ambiente. O método foi desenvolvido no Departamento de Engenharia Mecânica da PUC-Rio e 3R Brasil Tecnologia Ambiental, pelo Engenheiro Rogério Dias Regazzi utilizando-se equipamentos de alta exatidão e técnicas de acústica de salas para a partir de parâmetros e índices acústico sugerir medidas mitigadoras e atender com confiabilidade da ISO 8253-1.

Nosso medidor analisador tipo 1 com microfone capacitivo de alta exatidão e sensibilidade próximo a 50mV/Pa permite medições em 1/3 de oitavas próximo a 12 dBLin, atendendo adequadamente as faixas da norma ISO 8253. Além disso, aplicamos as devidas correções entre campo livre e campo difuso na calibração e verificação do sistema de medição.

Para a correta avaliação é estabelecido como premissa a calibração do audiômetro e dos equipamentos de medição no Inmetro ou na RBC (Rede Brasileira de Calibração). Para isso deve-se verificar a acreditação do laboratório no INMETRO pertinente a RBV para o serviço de calibração de audiômetro em via óssea e aérea com o selo da RBC nos certificados.

O INMETRO não possui acreditação de pessoas e serviços para atendimento a ISO 8253-1 no local dos exames Audiométricos.

Resultados em conjunto com as técnicas de acústica de salas:

É determinante para a confiabilidade do exame a calibração da cabine no local onde serão realizados os exames. Os exames audiométricos devem ser realizados com os critérios metrológicos regulamentados para o audiômetro e a cabine audiométrica: com fone do tipo TDH que permite acoplamento ao ouvido artificial e calibração do audiômetro de acordo com a norma IEC 60645 no INMETRO ou Laboratório pertencente a Rede Brasileira de Calibração (RBC) com acreditação para audiômetro, além da cabine audiométrica possuir ensaio/medição no local conforme boas práticas e exigências da RESOLUÇÃO CFFa nº 364 de 30/03/2009  e parecer CRFa 4 R/N 002/2015 de 11 de Junho de 2015 que faz referencia a ISO 8253-1, Tabela 1, Anexo 1.

Índices acústicos medidos numa sala específica e os limites normativos aéreos e ósseos devem ser confrontados em tabelas e gráficos. Há a necessidade de contemplar técnicas de medição de acústica de salas para obter, além dos níveis de pressão sonora em 1/3 de oitavas, os valores de NR 20, NC 25 e RC 25 que mostram com clareza as interferências externas como do sistema de ar condicionado, trafego etc.